segunda-feira, 16 de junho de 2008

Não sei. Que vontade repentina de partir, eu sei porquê. Farta de muita coisa, de três anos a partilhar vidas com outras vidas. Deserta para outro mundo, com eles ou sem eles, mas divertir-me, o meu principal objectivo. Viver e saber, conhecer e aprender. E aplicar o que aprendi nestes últimos anos que muito me deram e que muito abri de porta aberta e que outros fechei sem a menor dúvida. Agora abro-te outra a ti e espero, por agora, que não feixe. És parte de mim. E agora sem pensar em ti, espero sair e deixar para lá o preconceito, ou nem isso. A dor de todo o santo dia que provoca em mim revolta. Imensa revolta. Poupar-me para ver-me livre de uma outra vida que me deram e que tive, por muito custo, de aceitar. Quero partilhar e beijar não por banalidade mas por ser real, por poder acreditar. Quero voltar a acreditar que a vida existe, que a vida sincera e real existe. A vida que já conheci e que agora nem vê-la. Quero explodir de medos! explodir de receio e que se torne num sorriso! sorriso esse, sincero. Tudo o que mais quero. Deixar de sonhar naquilo que não posso e juntar vidas e ligar de lês e lês referências profundas marcadas na memória. Quero viver o que realmente vale a pena ser vivido!

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