sábado, 16 de fevereiro de 2008

sozinha

por vezes precisamos de estar sós, de perceberes que não eziste 'os outros', esses mesmos dos quais fazes parte. estou sozinha, mas agora no meio de outros. estou ao sol, sentada no pátio da escola a ouvir a música que tenho andado a ouvir. elas foram até à biblioteca falar com o amigo da amiga. Por momentos fiquei sozinha, aliás, continuo sozinha. quando estamos assim, sozinhos, julgamos que todos te olham e que és uma pessoa abandonada. Mas, não te rales.. eu tento não me ralar. não me ralo se me olham quando te escrevo neste ambiente que achei adequado. estou rodeada, olhando em volta de todas as paralelas, horizontais, diagonais, verticais formas. Só pessoas, crianças e um cão amigo de uma dessas mesmas crianças. Namorados, risotas, abraços, beijinhos, sentimentos e momentos. Como sabemos, à todo um conjunto de superioridade presenciado em todo o tipo de lugar, em todo o conjunto de areia. Estou a fazer o que gosto, escrever e descrever. Elas nunca mais voltam, e eu a precisar de comprar uma folha de teste par o teste de amanha (aquele de heterónimos de Fernando Pessoa, esse meu grande e sincero 'pessoa'). A ouvir a música e a escrever com o meu lápis de minas, de unhas pintadas me digo que vida é feita de : (elas chegaram. tive de parar)

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